

ciclo do ensino básico, o preletor “cativou” todos com a sua visão educacional consubstanciada com o seu trabalho de campo (AE Marinha Grande Poente).
Registo aqui as suas notas introdutórias:
“Hoje em dia as salas de aula tendem a ser um espelho daquilo que se vai passando na sociedade. Há uma panóplia de condições que influenciam negativamente as famílias, onde se incluem as crianças e jovens. Alunos e professores carregam consigo para a escola as experiências e vivências do seu quotidiano, tornando-se muito difícil que estas não condicionem o que acontece dentro da sala de aula. Também o stress enfrentado tanto pelos alunos, assim como pelos professores e pelos pais, que se debatem diariamente com tensões e preocupações decorrentes, frequentemente, da pressão que se vive no ambiente escolar, demasiado orientado para o sucesso educativo ao nível das aprendizagens tornam a educação um desafio constante. Nas salas de aula os alunos estão mais desatentos, desconcentrados, desmotivados, sem gosto pela aprendizagem, o que leva a que os professores se sintam também eles próprios desmotivados relativamente à profissão e tensos nesta relação com os alunos e com os pais. Os problemas comportamentais aumentam e consequentemente a violência, seja ela física ou verbal, tende também a aumentar. A qualidade das aprendizagens decai, originando fracos resultados académicos e proporcionando um sentimento de ansiedade e de mal-estar geral.”
