Na sala de aula
As técnicas de visualização e de imagens mentais tem obtido ampla aceitação e uso no desporto, nos cuidados com a saúde e nos negócios, mas na educação as experiências tem sido diminutas mas com sucesso.
Deverá explicar aos alunos e aos pais deles que o objetivo desses exercícios é diminuir a tensão, aumentar a aprendizagem e melhorar as aptidões da memória. Deverá salientar que a atenção é o requisito preliminar para ouvir e aprender, e que as imagens mentais auxiliam o aluno a concentrar-se e a prestar atenção.

A minha experiência:
Digo sempre aos meus alunos que elas constituem um instrumento que valorizo na minha vida pessoal, de modo a permanecer calma e centrada.
Sugiro-lhes que fechem ou baixem os olhos com um olhar “suave” ou com as pálpebras semicerradas. Fixo duas regras antes de começar: não falar ou cochichar durante o exercício nem estorvar o outro. Compreendo que, devido à estranheza da técnica, nem todos os alunos participem inicialmente, mas todos devem aprender a respeitar a escolha dos outros.
É possível que se passem algumas semanas até que professor e alunos se sintam à vontade com o processo. Recomendo aos professores que deem um prazo de seis semanas antes de esperar resultados positivos. No início, esperem risos abafados. Os alunos podem sentir-se embaraçados, preocupados pelo facto de outros estarem a olhar para eles, ou considerar tola a ideia de ter, na escola, uma hora para exercitar o cérebro. Notei que as risadas desaparecem se os alunos não forem alvo de atenção por isso.
Emília Silva – 2014/2015