LIBERDADE DE EXPRESSÃO…LIBERDADE DE EMOÇÕES!?

Reflexões para os educadores na escola e na família:
  • Dado que as crianças não conseguem distinguir as suas emoções do seu “eu”, sempre que não aceitar ou tiver tendência para minimizar as emoções do seu aluno/filho, estará a transmitir-lhe a mensagem de que alguns dos seus sentimentos são vergonhosos ou inaceitáveis.
  • Ao desaprovar o medo ou a raiva do seu aluno/filho, não só estará a impedi-lo de viver esses sentimentos, como poderá estar a forçá-lo a reprimi-los.

Ao contrário das emoções que são expressas livremente, as quais tendem a desaparecer, sentimentos que são reprimidos tendem a ficar “presos” dentro da criança, como que à procura de uma saída. Acabam por sair cá fora de forma não modulada, por exemplo através de gestos agressivos, tiques nervosos ou pesadelos durante o sono. Pelo contrário, ao permitir que o seu aluno/filho se expresse livre-mente, estará a ensinar-lhe a aceitar e a compreender que toda a gama de sentimentos é compreensível e parte integrante do ser humano, mesmo que algumas ações devam ser limitadas.

Numa situação em que o seu aluno/filho se sinta em conflito, em vez de censurá-lo ou atropelá-lo, poderá ajudá-lo de forma a ele traduzir em palavras o que acha que sente e o que ele ainda tem dificuldades em nomear:
“”Eu acho que te deves estar a sentir frustrado. Eu também sinto isso às vezes quando não consigo fazer aquilo que quero… O que normalmente faço é ver o lado positivo das coisas que acontecem!”.
Deste modo, a criança aprende a identificar sentimentos, sente-se compreendida e aceite e a crise passa.

Algumas vantagens da LIBERDADE DE EXPRESSÃO:
– o seu aluno/filho vai aprender a aceitar as suas próprias emoções e, por conseguinte, a ter maior capacidade de as regular. Isto é fundamental para permitir-lhe resolver os seus próprios sentimentos e conseguir seguir em frente.
– a criança aprende que a sua vida emocional não é perigosa nem vergonhosa, mas sim universal e passível de ser gerida. Desta forma, ela descobre que não está sozinha e aprende a aceitar-se tal como é, incluindo as suas partes menos agradáveis​.
Emília Silva – 2014/2015
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