Na pesquisa de bibliografia sobre o Otimismo na Educação, constato que esta temática já é uma referência mundial e “move” o estudo de muitos investigadores educacionais…
Encontrei um texto da docente Inês Silva e deixo aqui, no post, alguns excertos do seu artigo que mereceram a minha concordância:
“(…)Ora, os poucos que pronunciam a palavra otimismo neste infeliz Portugal são incluídos imediatamente num dos grupos de pessoas que passo a discriminar: o dos enganadores do povo, caso daqueles que, ao invés de analisarem o país em laboratório permanentemente, a fim de estudarem com rigor o comportamento das partes do todo para prevenirem doenças futuras, vão prescrevendo genéricos que não curam qualquer mal; o dos irónicos, que dissimulam por graça, por crítica ou por afronta; e o dos sonhadores num país em que não há maravilhas” – sendo estes tidos por pessoas que não são como os seus contemporâneos, ou seja, não seguem a norma estabelecida baseada na cultura pessimista hoje instalada.”
“Ser professor hoje é ter razões de sobra para desacreditar, por ver enfraquecido o seu papel social, a sua dignidade e o seu sustento. O professor conhece bem o significado dos nomes que a sociedade vai proferindo com desalento: tem sentido a crise, mas uma crise mais moral, social e cultural do que financeira, assegure-se. No entanto, ele não pode reiterar a significação dos nomes que invadem a sociedade na sua sala de aula. Não pode, pois, manifestar-se pessimista no seu trabalho. É na procura de ver o lado positivo sempre, mesmo num emaranhado de problemas graves, que ele se assume. Por isso, o professor faz parte do terceiro grupo, o dos sonhadores, que guardam para si todos os pessimismos e propagam o otimismo, principalmente quando têm à sua frente crianças, adolescentes, jovens e mesmo educando os adultos.
A missão de um docente é educar para o sucesso, para o desenvolvimento, cantando a toda a[sua] gente: és capaz / vais aprender / consegues / esforça-te que vale a pena / não desistas / estás quase lá / a escola é o caminho / a aprendizagem leva ao sucesso /não queiras o que é muito fácil / puxa por ti / não te deixes ficar para trás / procura a nota máxima / tudo é possível…Educar para o otimismo deverá passar a ser norma em Portugal. A anormalidade consiste, pois, em não o fazer. E o professor sabe-o. (…)”
cf: Inês Silva in http://correiodaeducacao.asa.pt/126897.html
Emília Silva – 2014/2015