O mindfulness, ou atenção plena, leva à consciência do tempo presente, atendendo a pensamentos, emoções e sensações corporais com uma atitude de curiosidade, interesse e aceitação. Sem julgamentos. Desfrutando do aqui e agora. Aceitando a realidade tal como ela se apresenta.
Na escola, o seu principal objetivo é “transformá-la” num espaço de calma e de sossego, onde as crianças deixem à entrada os problemas que possam ter em casa e que seja um local propiciador de bem-estar e de aprendizagens significativas.

No início do ano escolar, encontrei grupos muito agitados onde havia crianças com “um comportamento muito difícil devido às suascircunstâncias especiais, familiares, sociais e económicas”. Mas, após se ter posto em marcha este projeto de transformação no qual foi introduzido – entre outras ferramentas – o mindfulness, a situação alterou-se significativamente. As crianças dizem que se sentem mais à vontade e que, após a atividade de mindfulness, sentem-se mais sossegadas para realizar as suas tarefas. O momento de relaxamento converteu-se num momento de tranquilidade e de se olhar para si mesmo. Aprendem a respeitar o outro. Ajuda-os a chamarem a si os aspetos positivos do silêncio e da paz. Alguns transferem a sua aprendizagem para a (sua) família e o feedback é muito positivo.
“O mindfulness pode ser aplicado em qualquer situação, em momentos emque se exige concentração ou perante um conflito na turma. Pequenos exercícios são suficientes!”, explica Ricardo Arguis. “Se conseguirmos que as crianças, desde cedo, aprendam a viver de um modo mais consciente, estaremos a educar pessoas livres e responsáveis, mais capazes de serem donas da sua vida e de serem felizes”.
Quando questiono os alunos sobre o que mais gostam, dizem prontamente: fechar os olhos e tocar “os instrumentos da professora”. Além da caixinha chinesa e do sino, costumo levar outros instrumentos de percussão. A música, “tendo uma estrutura predefinida”, ajuda crianças e adultos a chegar a um estado meditativo “muito mais rápido e intenso, gerando transformações psico-fisiológicas”. Aquele som é depois levado para outras situações do dia a dia.

“A meditação (do Mindfulness) não faz milagres, mas consegue mudar comportamentos!” e esta constatação é diariamente comprovada por mim e pelos docentes titulares de turma.
Conferir em:
Arguis Rey, Ricardo
Profesor en el I.E.S.“Santiago Hernández” de Zaragoza

